Por Pr. Alexandre Costa

Texto base: JUÍZES 9:14 – “Então todas as árvores disseram ao espinheiro: vem tu, e reina sobre nós”.

Por vezes, Israel enfrentou crises e povos bárbaros, que oprimiam os Hebreus e saqueavam suas produções. No período que compreende o ano de 1194 A.C, os Midianitas e os Amalequitas tornaram-se o maior pesadelo para o povo de Deus.  Estes povos invadiam as lavouras hebraicas e levavam toda a produção, em um cenário de dor e desolação.

Entretanto, Deus decide levantar um homem chamado Gideão, que com apenas trezentos (300) homens vence os exércitos inimigos, munidos de 135.000 soldados. Ao liderar a vitória, Gideão se torna ainda mais querido, e o povo de Israel conclama-o para que seja o rei do povo de Deus. Porém, ele se recusa. “Não dominarei sobre vós, nem tampouco meu filho dominará sobre vós; o Senhor vos dominará” (Juízes 8:23). Mesmo assim, Abimeleque  -filho de Gideão com uma amante - planeja um massacre e mata 69 de seus 70 irmãos. Apenas Jotão sobrevive.

Ao conseguir escapar, Jotão brada ao povo para que reflitam sobre uma parábola. Leia o capítulo 9 de Juízes e veja como as árvores clamam por um rei. Nele está descrita a simbologia de Israel, que desejava ver a monarquia instaurada. Todas as boas árvores se recusam a aceitar o convite de reinar. Assim fez a Oliveira, a Figueira e a Videira. Todavia, o Espinheiro - que simboliza o reinado desastroso de Abimeleque, mas que também se refere ao pecado - oferece algo que nunca poderia cumprir: sombra e segurança. O povo (personificado pelas árvores) aceita a proposta e vive dias de angústia e dor.

Semelhantemente é o pecado, ele ludibria, oferece recursos que não se farão verdadeiros nas nossas vidas, cujo grande objetivo é destruir-nos. No entanto, hoje temos um grande privilégio de contar com o grande Rei dos Reis reinando em nossas vidas: Jesus Cristo de Nazaré. Todas as árvores citadas na parábola de Jotão foram usadas por Jesus para simbolizar o seu messianismo, sua verdade inquestionável, seu porto seguro.

 

A RELAÇÃO DE JESUS COM AS ÁRVORES

JESUS E A OLIVEIRA - Da oliveira vem o azeite
"E se alguns dos ramos foram quebrados; e tu, sendo zambujeiro (Oliveira brava ou selvagem) foste enxertado em lugar deles e feito participante da raiz e da seiva da oliveira não te glories contra os ramos; e, se contra eles te gloriares, não és tu que sustentas a raiz mas a raiz a ti". (Rm 11:17,18).

JESUS E A FIGUEIRA - o renovo de Deus
"Aprendei, pois, a parábola da figueira: quando já os seus ramos se renovam e as folhas brotam, sabeis que está próximo o verão. Assim também vós: quando virdes todas estas coisas, sabei que está próximo, às portas. Em verdade vos digo que não passará esta geração sem que tudo isto aconteça. Passará o céu e a terra, porém as minhas palavras não passarão". (Mt 24:32-35).

JESUS E A VIDEIRA - bons frutos e a poda de Deus
Eu sou a videira verdadeira, e meu Pai é o lavrador. Toda vara em mim que não dá fruto, a tira; e limpa (faz a poda, tira os excessos) toda aquela que dá fruto, para que dê mais fruto. Vós já estais limpos (pois foram podados) pela palavra que vos tenha falado. Estai em mim, e eu, em vós; como a vara de si mesma não pode dar fruto, se não estiver na videira, assim também vós, se não estiverdes em mim. Eu sou a videira, vós, as varas; quem está em mim, e eu nele, este dá muito fruto, porque sem mim nada podereis fazer. (João 15:1-5).

JESUS E O ESPINHEIRO
Nenhuma árvore boa dá fruto ruim, nenhuma árvore ruim dá fruto bom. Toda árvore é reconhecida por seus frutos. Ninguém colhe figos de espinheiro. (Lc 6:43-45).


Diante disso, não podemos deixar que o espinheiro reine em nossas vidas, posto que dele não colhemos figos, ou seja, bons frutos. Nesse sentido, Deus nos exorta a cortar toda raiz de amargura, todo espinho que possa espetar a nós e aos outros, entregando nossas vidas completamente a Jesus. Se agirmos dessa forma, Ele reinará hoje e eternamente. Amém.

Revisão de texto: Professora Milena Campello