E se…Ao longo do tempo, sempre passa em nosso pensamento, mesmo que por um momento: E se… E se Deus tivesse criado a humanidade e não nos desse liberdade, certamente nossas escolhas não seriam de verdade?E se o homem não tivesse falhado e ao Senhor desobedecido, talvez com o dilúvio a face da Terra Ele não teria destruído?E se o povo de Israel tivesse sido paciente, no tempo certo Deus lhes daria o Rei de presente?E se o povo Judeu a Jesus tivesse recebido, reconhecido o Rei de uma virgem nascido, a salvação para nós não teria acontecido?E se Jesus não nos amasse a ponto de se entregar, como é que as nossas dívidas poderíamos pagar? É uma conta muita alta, impossível de saldar.Talvez a pergunta mais importante, pensando no presente, seja E SE Jesus voltasse agora, você ficaria ou ia embora, para reinar com Ele na glória, vivendo eternamente?O ontem é passado, não há como voltar. O presente é uma dádiva, é preciso se alegrar. O futuro não chegou, está por ser escrito.Pra terminar, a Palavra quero citar. Leia, pense e reflita, pois Ela é capaz de transformar.“E se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e buscar a minha face e se converter dos seus maus caminhos, então eu ouvirei dos céus, e perdoarei os seus pecados, e sararei a sua terra.” 2 Cr 7:14Pb. Renato Rodrigues Coutinho

Por Pr. Alexandre Costa

Texto base: JUÍZES 9:14 – “Então todas as árvores disseram ao espinheiro: vem tu, e reina sobre nós”.

Por vezes, Israel enfrentou crises e povos bárbaros, que oprimiam os Hebreus e saqueavam suas produções. No período que compreende o ano de 1194 A.C, os Midianitas e os Amalequitas tornaram-se o maior pesadelo para o povo de Deus.  Estes povos invadiam as lavouras hebraicas e levavam toda a produção, em um cenário de dor e desolação.

Entretanto, Deus decide levantar um homem chamado Gideão, que com apenas trezentos (300) homens vence os exércitos inimigos, munidos de 135.000 soldados. Ao liderar a vitória, Gideão se torna ainda mais querido, e o povo de Israel conclama-o para que seja o rei do povo de Deus. Porém, ele se recusa. “Não dominarei sobre vós, nem tampouco meu filho dominará sobre vós; o Senhor vos dominará” (Juízes 8:23). Mesmo assim, Abimeleque  -filho de Gideão com uma amante - planeja um massacre e mata 69 de seus 70 irmãos. Apenas Jotão sobrevive.

Ao conseguir escapar, Jotão brada ao povo para que reflitam sobre uma parábola. Leia o capítulo 9 de Juízes e veja como as árvores clamam por um rei. Nele está descrita a simbologia de Israel, que desejava ver a monarquia instaurada. Todas as boas árvores se recusam a aceitar o convite de reinar. Assim fez a Oliveira, a Figueira e a Videira. Todavia, o Espinheiro - que simboliza o reinado desastroso de Abimeleque, mas que também se refere ao pecado - oferece algo que nunca poderia cumprir: sombra e segurança. O povo (personificado pelas árvores) aceita a proposta e vive dias de angústia e dor.

Semelhantemente é o pecado, ele ludibria, oferece recursos que não se farão verdadeiros nas nossas vidas, cujo grande objetivo é destruir-nos. No entanto, hoje temos um grande privilégio de contar com o grande Rei dos Reis reinando em nossas vidas: Jesus Cristo de Nazaré. Todas as árvores citadas na parábola de Jotão foram usadas por Jesus para simbolizar o seu messianismo, sua verdade inquestionável, seu porto seguro.

 

A RELAÇÃO DE JESUS COM AS ÁRVORES

JESUS E A OLIVEIRA - Da oliveira vem o azeite
"E se alguns dos ramos foram quebrados; e tu, sendo zambujeiro (Oliveira brava ou selvagem) foste enxertado em lugar deles e feito participante da raiz e da seiva da oliveira não te glories contra os ramos; e, se contra eles te gloriares, não és tu que sustentas a raiz mas a raiz a ti". (Rm 11:17,18).

JESUS E A FIGUEIRA - o renovo de Deus
"Aprendei, pois, a parábola da figueira: quando já os seus ramos se renovam e as folhas brotam, sabeis que está próximo o verão. Assim também vós: quando virdes todas estas coisas, sabei que está próximo, às portas. Em verdade vos digo que não passará esta geração sem que tudo isto aconteça. Passará o céu e a terra, porém as minhas palavras não passarão". (Mt 24:32-35).

JESUS E A VIDEIRA - bons frutos e a poda de Deus
Eu sou a videira verdadeira, e meu Pai é o lavrador. Toda vara em mim que não dá fruto, a tira; e limpa (faz a poda, tira os excessos) toda aquela que dá fruto, para que dê mais fruto. Vós já estais limpos (pois foram podados) pela palavra que vos tenha falado. Estai em mim, e eu, em vós; como a vara de si mesma não pode dar fruto, se não estiver na videira, assim também vós, se não estiverdes em mim. Eu sou a videira, vós, as varas; quem está em mim, e eu nele, este dá muito fruto, porque sem mim nada podereis fazer. (João 15:1-5).

JESUS E O ESPINHEIRO
Nenhuma árvore boa dá fruto ruim, nenhuma árvore ruim dá fruto bom. Toda árvore é reconhecida por seus frutos. Ninguém colhe figos de espinheiro. (Lc 6:43-45).


Diante disso, não podemos deixar que o espinheiro reine em nossas vidas, posto que dele não colhemos figos, ou seja, bons frutos. Nesse sentido, Deus nos exorta a cortar toda raiz de amargura, todo espinho que possa espetar a nós e aos outros, entregando nossas vidas completamente a Jesus. Se agirmos dessa forma, Ele reinará hoje e eternamente. Amém.

Revisão de texto: Professora Milena Campello

Por Pb. Renato Coutinho

Texto base: Lucas 7:36-50

Este texto narra um episódio ocorrido na casa do fariseu Simão, um jantar para o qual Jesus foi convidado. Tendo aceitado o convite, foi recebido por Simão e assentou-se à mesa.

Naquele momento, a mulher anônima entrou em cena, uma pecadora. Esse termo geralmente era utilizado para descrever uma prostituta e, pela má fama que a caracterizava, certamente a sua vida havia sido imersa nos mais terríveis pecados.

Ela se assentou aos pés de Jesus e chorou copiosamente. Suas lágrimas foram derramadas nos pés do Mestre, com as quais os lavou. Com o seu cabelo os enxugou, e, como trazia consigo um vaso de alabastro, geralmente utilizado para armazenar fragrância, derramou o perfume nos pés de Jesus e os beijou.

É interessante notar que Jesus não a repreendeu em nenhum momento, mesmo não tendo sido convidada pelo dono da casa para o jantar. O fariseu, por sua vez, passou a observar Jesus com incredulidade, chegando a pensar que Ele, de fato, não era profeta, pois não sabia quem era aquela mulher e nem conhecia os pecados dela.

Naquele momento Jesus surpreende Simão com a parábola de dois homens devedores. Um deles devia 500 moedas de prata, o outro, 50 moedas de prata. Ambos não possuíam condições de efetuar o pagamento, e, desse modo, o credor perdoou-lhes a dívida.

Jesus pergunta a Simão qual dos devedores ficou mais agradecido, ao que respondeu “eu acho que é aquele que foi mais perdoado”. Essa era a resposta certa.

Assim, Jesus olhando para a mulher anônima, diz a Simão que ela fez tudo o que ele não fez como um bom anfitrião. Simão não lavou os pés de Jesus quando o recebeu, mas a mulher o lavou com suas lágrimas. Simão não beijou Jesus, mas a mulher não parava de beijar-lhe os pés. Simão não derramou azeite perfumado sobre a cabeça de Jesus, mas a mulher o derramou nos seus pés.

Aprendemos várias lições valiosas com essa passagem registrada no evangelho de Lucas.

Primeiramente, precisamos saber quem eram os fariseus. Eles eram homens observadores das leis que se consideram extremamente santos, apegados às tradições religiosas, aos costumes dos seus antepassados e foram acusados por Jesus de serem falsos e de viverem de aparência.

No mundo hodierno existem fariseus? Sim. São aquelas pessoas que vivem de aparência. Apenas aparentam servir a Cristo, serem separadas, apenas parecem levar uma vida em santidade, entretanto, não vivem o que pregam. Se pararmos para analisar as nossas vidas, se olharmos para as nossas atitudes, a que conclusão chegaremos? Somos fariseus ou filhos de Deus?

Precisamos entender, ainda, que no tempo de Jesus, em algumas ocasiões, como um banquete ou um jantar, aqueles que foram convidados sentavam-se à mesa e os que não haviam sido convidados ficam em pé ou transitando no ambiente, sem que isso fosse considerado um desrespeito (que o senso comum hoje rotula como penetra). Por essa razão, a mulher teve acesso ao local onde Jesus estava jantando com Simão sem ser impedida.

É muito provável que a mulher anônima já tivesse ouvido falar de Jesus, pois Lucas narra que, quando soube que Jesus estava jantando na casa de Simão, ela tomou um vaso de alabastro contendo perfume e dirigiu-se ao local onde Ele estava.

Além disso, é necessário salientar que era uma cortesia do anfitrião lavar os pés do convidado na sua chegada. O calçado usual daquela época era a sandália, basicamente um solado preso com tiras de couro. E, em razão do clima, os pés ficavam empoeirados. Outra cortesia era receber o convidado com um beijo em sinal de respeito e amizade. E, por último, era costume gotejar azeite perfumado na cabeça do convidado.

Podemos perceber que Simão, apesar de haver convidado Jesus para jantar em sua casa, não tinha a intenção de honrá-lo, mas apenas de experimentá-lo ou de tê-lo por perto.

Muitos querem Jesus por perto, porém, não como um Mestre, Senhor das suas vidas, mas como um amuleto, como um nome que chamam nos momentos difíceis, como uma expressão que dizem quando algo de ruim os surpreende. Querem Jesus por perto, sem a menor intenção de honrá-lo.

Não bastasse isso, ainda se levantam contra aqueles que verdadeiramente se jogam aos pés de Jesus, que não têm vergonha de fazer o que é correto, que não se acovardam frente às dificuldades, que vivem uma vida separada e não tomam a forma do mundo, ou seja, não se deixam ser levados pelo modismo. Deus é o mesmo ontem, hoje e o será eternamente. Seus padrões de santidade não mudaram.

Simão, ao ver que Jesus permitiu que a mulher anônima lavasse os seus pés, tirou a conclusão de que Jesus, de fato, não era profeta, pois não conhecia a mulher e nem a vida de pecado que ela levava.

Jesus, em outra oportunidade disse: “Venham a mim, todos vocês que estão cansados de carregar as suas pesadas cargas, e eu lhes farei descanso. Sejam meus seguidores e aprendam comigo porque sou bondoso e tenho um coração humilde; e vocês encontrarão descanso” (Mt. 11:28-29).

Quando a mulher entrou na casa de Simão, tinha um objetivo: honrar Jesus. Ao se deparar com o Mestre, certamente confrontou a sua vida de pecado com a santidade de Jesus. Reconheceu o quanto havia andado por caminhos tortuosos e a mudança que Jesus poderia operar em sua vida. Sem se conter, ela chorou a ponto de suas lágrimas lavarem os pés do Mestre, despejando toda a pesada angústia de pecadora nos pés de Cristo. Ainda, sem se importar com o que pensariam dela, soltou os cabelos (algo vergonhoso para uma judia) e os usou para secar os pés de Jesus. Por fim, como um gesto de agradecimento, derramou o azeite perfumado nos pés Dele e os beijou.

Jesus, conhecendo o que Simão pensava, propôs uma parábola para lhe ensinar algo que precisamos aprender e não podemos nos esquecer. Ao falar dos dois devedores que tiveram a dívida perdoada, Jesus estava dizendo que todos nós somos devedores e que não temos condições de pagar pelos nossos pecados.

Naquela época, quando alguém contraía uma dívida e não pagava, poderia ser feito escravo pelo credor ou ter a dívida perdoada.

De fato, Cristo morreu pelos nossos pecados e eles foram lavados com o seu sangue na cruz. Nós, então, temos duas opções: ou nos arrepender, pedir e aceitar o perdão de Deus, ou ser escravo do pecado.

A mulher anônima fez uma ótima escolha. E você? O que vai escolher?

Que Cristo Jesus vos abençoe abundantemente!

Revisão de texto: Professora Milena Campello