Meu barco tem Jesus

Texto base - João 8.22

O capítulo 8 do livro de João nos traz uma passagem muito conhecida, mas que sempre tem um poder de reflexão inquestionável. Trata-se de uma grande tempestade que assola o barco dos discípulos. Antes disso, Jesus dá uma ordem para que todos os que estavam com Ele passassem à outra margem. Isso quer dizer que se Jesus falou, se cumprirá. Foi o que aconteceu.

Interessante pensar é que quando a ordem foi dada ninguém questionou. Às vezes somos assim, obedientes. Na primeira ordem de Jesus estamos partindo, porém, ninguém se perguntou como estariam as condições climáticas, se o tempo era favorável. Fato é que haviam muitos pescadores com ele.

Uma pergunta retórica se apresenta a nós nesse texto: O barco naufragaria com Jesus dentro? A resposta todos sabemos: não. A tempestade não tinha esse poder? Na verdade, tinha, mas quem estava no barco era Aquele que controla tudo, que fez os céus e a terra.

Outro fato que nos chama atenção é quem estava no comando? A palavra diz: Navegando eles. Jesus adormece, cansado, mostrando seu lado humano. Foram horas e horas pregando, curando e libertando. Mas, seu corpo estava cansado e Ele dormiu. Mesmo dormindo, Jesus não perdeu o controle da situação. Muitas vezes, achamos que Deus dormiu, se esqueceu de nós. Não é verdade, Deus está sempre cuidando de nós, nos mínimos detalhes.

A mesma passagem no livro de Marcos cita a presença de outros barcos com eles. Mas o texto deixa a entender que só o que estava com Jesus foi assolado. Na nossa vida é assim. A presença de Jesus não nos garante ausência de tempestades. Pelo contrário, ao assumir um compromisso com Deus, viramos alvo de um inimigo faceiro e astuto. Porém, temos a certeza de que Ele está conosco no barco.

Quando a tempestade se levanta, os que estavam no barco tremem de medo. Mesmo alguns sendo pescadores experientes - o que aumenta a nossa ideia da força daqueles ventos - o temor é geral. Nesses momentos de tribulação e mar revolto só há um caminho: eles se achegaram a Jesus. Oração,  jejum, estudo da palavra. O despertaram. O desperte você também. Eles o chamaram de mestre. Isso nos mostra que só esse nome deve ser clamado: Jesus.

A súplica daqueles homens é mais sincera possível: estamos perecendo. Jesus ama a sinceridade. Em suas orações não fique dando voltas em torno do assunto, vá direto ao ponto. Ele ama lhe ouvir. Jesus se levanta e coloca-se como Deus. Quando Deus se coloca em pé não há mal que suporte. A Palavra que sai da boca de Deus é definitiva. Jesus disse certa vez: "Nem só de pão viverá o homem, mas de toda palavra que sai da boca de Deus".

Ele apaziguou a situação e, depois da tempestade,  a bonança. Esse é um espelho da nossa vida. Lutas se levantam, mas com Jesus no barco elas têm que cair. Jesus pergunta aos que estavam com ele: onde está a sua fé? Temendo e maravilhados eles ficaram: quando Deus nos responde, assim ficamos.

Uns falam aos outros aquilo que acabaram de presenciar. Isso significa que precisamos falar dos milagres de Deus, falar sobre Jesus, viver em comunhão. A pergunta final nos deixa a certeza de quem Ele foi, é e sempre será: o Todo Poderoso. Quem é este que até os ventos e a tempestade o obedecem? Jesus Cristo de Nazaré, nosso Salvador e Redentor. Amém.